Portuguese poem
Iv
Longo tempo ignorei (mas que cegueira Me trazia este espirito ennublado!) Quem fosses tu, que andavas a meu lado, Noite e dia, impassivel companheira...
Muitas vezes, é certo, na canceira, No tedio extremo d'um viver maguado, Para ti levantei o olhar turbado, Invocando-te, amiga derradeira...
Mas não te amava então nem conhecia: Meu pensamento inerte nada lia Sobre essa muda fronte, austera e calma.
Luz intima, afinal, alumiou-me... Filha do mesmo pae, já sei teu nome, Morte, irman coeterna da minha alma!