Portuguese poem
Logos
(Ao sr. D. Nicolas Salmeron)
Tu, que eu não vejo, e estás ao pé de mim E o que é mais, dentro em mim--que me rodeias Com um nimbo de afectos e de ideias, Que são o meu principio, meio e fim...
Que extranho ser és tu (se és ser) que assim Me arrebatas comtigo e me passeias Em regiões inominadas, cheias De incanto e de pavor... de não e sim...
És um reflexo apenas da minha alma, E em vez de te encarar com fronte calma Sobresalto-me ao vêr-te, e tremo e exoro-te...
Falo-te, calas... calo, e vens atento... És um pai, um irmão, e é um tormento Ter-te a meu lado... és um tyranno, e adoro-te!