Portuguese poem
Mãe...
Mãe — que adormente este viver dorido, E me vele esta noite de tal frio, E com as mãos piedosas ate o fio Do meu pobre existir, meio partido...
Que me leve comsigo, adormecido, Ao passar pelo sitio mais sombrio... Me banhe e lave a alma lá no rio Da clara luz do seu olhar querido...
Eu dava o meu orgulho de homem — dava Minha esteril sciencia, sem receio, E em debil criancinha me tornava.
Descuidada, feliz, docil tambem, Se eu podesse dormir sobre o teu seio, Se tu fosses, querida, a minha mãe!