Portuguese poem
Sarcasmos
Está deserta a estrada do Infinito, É apenas o cêo do nada espelho, A eternidade é fossil: Deus é velho, E o homem olha o céo de fito em fito!
A cruz de Christo está feita um palito, Embrulham-se caminhos no Evangelho; Cada qual dá a Deus o seu conselho: Nem já é Verbo o verbo... é só um Dito!
Nada d'isto me dá a mim cansado; Mas morrer Satanaz tambem de frio... Mas não haver já mal que se combata...
Não poder já ao demo um condemnado Render a alma immortal... por desfastio... É isto o que me dóe, o que me mata!...
Maio, 1863.