Portuguese poem
Psalmo
Esperemos em Deus! Ele ha tomado Em suas mãos a massa inerte e fria Da materia impotente e, n'um só dia, Luz, movimento, acção, tudo lhe ha dado.
Ele, ao mais pobre de alma, ha tributado Desvelo e amor: ele conduz á via Segura quem lhe foge e se extravia, Quem pela noite andava desgarrado.
E a mim, que aspiro a ele, a mim, que o amo, Que anceio por mais vida e maior brilho. Ha-de negar-me o termo d'este anceio?
Buscou quem o não quiz; e a mim, que o chamo, Ha-de fugir-me, como a ingrato filho? Ó Deus, meu pae e abrigo! espero!... eu creio!