Portuguese poem
Quinze anos
Eu amo a vasta sombra das montanhas, Que estendem sobre os largos continentes Os seus braços de rocha negra, ingentes, Bem como braços colossaes aranhas.
D'ali o nosso olhar vê tão estranhas Cousas, por esse céo! e tão ardentes Visões, lá n'esse mar de ondas trementes! E ás estrelas, d'ali, vê-as tamanhas!
Amo a grandeza mysteriosa e vasta... A grande idea, como a flor e o viço Da arvore colossal que nos domina...
Mas tu, criança, sê tu boa... e basta: Sabe amar e sorrir... é pouco isso? Mas a ti só te quero pequenina!