Portuguese poem
*A Um Corpo Perfeito*
Nenhum corpo mais lacteo e sem defeito Mais roseo, esculptural e femenino, Pode igualar-se ao seu, branco e divino Immovel, nù, sobre o comprido leito!--
Nada te eguala! O ferro do assassino Podia, hoje, matal-a, que o meu peito Seria o esquife embalsamado e fino D'aquelle corpo sem rival, perfeito.
Por isso é muito altiva e apetecida;-- E o goso sensual de a vêr vencida Ha de ser forte, extranho e singular...
Como o das cousas dignas de castigo; --Ou d'um amante sacerdote antigo, Derrubando uma deusa d'um altar.