Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *A Um Corpo Perfeito*

Portuguese poem

*A Um Corpo Perfeito*

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Nenhum corpo mais lacteo e sem defeito Mais roseo, esculptural e femenino, Pode igualar-se ao seu, branco e divino Immovel, nù, sobre o comprido leito!--

Nada te eguala! O ferro do assassino Podia, hoje, matal-a, que o meu peito Seria o esquife embalsamado e fino D'aquelle corpo sem rival, perfeito.

Por isso é muito altiva e apetecida;-- E o goso sensual de a vêr vencida Ha de ser forte, extranho e singular...

Como o das cousas dignas de castigo; --Ou d'um amante sacerdote antigo, Derrubando uma deusa d'um altar.