Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *A Visita*

Portuguese poem

*A Visita*

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Hontem dormia á noute--e, eis que desperto Sacudido d'um vento agudo e forte, Como um homem tocado pela Morte, Ou varrido d'um vento do deserto.

Accordei--era Deus, que de mim perto, Me dizia: Alma sceptica e sem norte! É preciso que creias e te importe Adorar o Deus Uno, Eterno, e Certo!

É preciso que a fé cresça em tua alma Como no inutil saibro a verde palma, Verme! filho da Duvida--Eis-me aqui!

Eu sou a Espada o Antigo, o Omnipotente! Crê barro vil!--Mas eu, descortezmente, Voltei-me do outro lado e adormeci.