Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *Cain*

Portuguese poem

*Cain*

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Cain no mundo errante, desterrado, Fugindo á sua dôr cruenta e dura, Morria sobre um valle, abandonado, No sollo primitivo da Escriptura.--

O remorso--esse mal que não tem cura-- Não abatia o peito allucinado Do que nasceu no seio do Peccado Que herdou depois a géração futura.

Do Ceu sem mendigar luz nem consollo Conservava inda erguido e altivo o collo;-- Mas nessa hora fatal que a todos vem...

Cain velho rebelde,--e atheu primeiro-- Nosso pae, nosso irmão, como um guerreiro. Bradou, caindo--Ó Terra! ó Minha Mãe!