Portuguese poem
*Confissão A Uma Violeta*
Eu confesso-me a ti, doce flor delicada! Recolhida, modesta, e sol da singeleza, Das vezes que atravez da verde natureza Fiz soar com orgulho a bulha do meu nada!
Em vez de amar a vida humilde, chã, callada, Do sabio estoico e são, exemplo d'inteireza, Quantas vezes cuspi no Justo e na Belleza; E cri-me o Fogo e a Luz da géração creada!
Orgulho! orgulho vão! Vaidade e mais vaidade! Como disse o rei sabio e justo á claridade Dos astros da Judea e ao gyro dos planetas!...
Feliz de quem como eu ri das Academias! E estuda as novas leis e as grandes Theorias Nas folhas femenis e meigas das violetas!