Portuguese poem
*Dedicatoria D'Um Livro*
A Ti, a quem, eu, sempre, em meus idyllios, Sublimo, em phrases ternas... Te dedico, eu, vergonha dos Virgilios! Estas rimas modernas.
Para que, minha fama, inda hoje escura, A tua boca espalhe, Ao lel-as, no intervallo da leitura Das obras de Terrail.
E as guardes na gaveta, onde costumas Guardar os teus velinos... Entre os frascos, essencias, mais as plumas, E os novos figurinos.
Que possam occupar teus pensamentos Meus lyricos ensaios!... E, ó meu bem! lhes concedas os momentos Que dás aos teus lacaios
E vejas quanto em mim é aviltante O amor das fórmas tuas... Que me faz baixo, vil e semelhante Aos histriões das ruas.
A Ti, que com teu rir sempre me animas A sagrar-te em meus motes, Dedico eu estas modernas rimas Para os teus... papelotes.