Portuguese poem
*Despedida Ao Sol*
Adeus, adeus, ó Sol! grão moribundo Tão amado dos mysticos amantes! Vae dourando inda os ninhos e os mirantes E os sinceiraes, o Mar, o velho mundo!
Vae! vae! ó astro lyrico! no fundo Das aguas apagar-te!... Os teus instantes São curtos, coração largo e profundo! Mas da minha amargura semelhantes! E, no entanto, astro de fogo, astro tyrano! Se a tua chaga é funda, no Oceano Todo o teu sangue ali podes lavar!...
Mas eu recalco, ó Sol! meu mal no seío... Peja-me o pranto e a magoa!... e até receio Que os ais da minha dôr vibrem no ar!