Portuguese poem
*El Desdichado*
Ninguem póde dizer que soffro ou tenho; Eu não amo a princeza da Golconda, Nem da prisão livral-a é meu empenho, Qual paladim da Tavola Redonda.
E sinto-me ir minando; um mal extranho Que ninguem sabe, e vista alguma sonda, Me mata lentamente, como um lenho Que vae levando, mar em fóra, a onda.
Todas as tardes fujo ao sol poente; Recolho cedo a casa, e durmo quente, E a Medecina já me desengana...
E o meu mal é d'amor, e a minha amada... Uma Chineza ideal, que vi pintada N'uma taça de chá de porcelana!