Portuguese poem
*As Cathedraes*
Como vos amo ver ó cathedraes sosinhas, A recortar o azul das noutes constelladas! Erguidos corucheus, mysticas andorinhas, --Ó grandes cathedraes do sol ensanguentadas!
Como vos amo ver, pombas alvoroçadas! Ogivas ideaes, anjos de puras linhas, E ó criptas sem luz, aonde embalsamadas Dormem de mãos em cruz as santas e as rainhas!
Em vão olhaes o Ceu sagradas epopeias! Flores de renda e luz, d'incenso e aromas cheias, Aves celestiaes banhadas da manhã!
Em vão santos e reis, ó monges dos desertos! Em vão, em vão resais, sobre os livros abertos, --O Ceu por que chorais é uma ficção christã!