Portuguese poem
*As Aldeias*
Eu gosto das aldeias socegadas, Com seu aspecto calmo e pastoril, Erguidas nas collinas azuladas-- Mais frescas que as manhãs finas d'Abril.
Levanta a alma ás cousas visionarias A doce paz das suas eminencias, E apraz-nos, pelas ruas solitarias, Ver crescer as inuteis florescencias.
Pelas tardes das eiras--como eu gosto Sentir a sua vida activa e sã! Vel-as na luz dolente do sol posto, E nas suaves tintas da manhã!
As creanças do campo, ao amoroso Calor do dia, folgam seminuas; E exala-se um sabor mysterioso D'a agreste solidão das suas ruas!
Alegram as paysagens as creanças, Mais cheias de murmurios do que um ninho, E elevam-nos ás cousas simples, mansas, Ao fundo, as brancas velas d'um moinho.
Pelas noutes d'estio ouvem-se os rallos Zunirem suas notas sibilantes, E mistura-se o uivar dos cães distantes Com o canto metallico dos gallos...