Portuguese poem
*Idyllio Triste*
(A Léon de La vega)
Olha! sinto-me exhausto Pomba da minha vida! Eu serei o teu Fausto, Sê minha Margarida!
Deixa que o alegre ria Alma que me estremeces! Que ruja fóra a orgia Os prantos, as kermesses!
Vamos a colher rosas, Rola dos meus carinhos! Pelos brancos caminhos Nas noutes luminosas!
Sob esta curva azul Amemos, bem amada! Na torre levantada Que gema o rei de Thule!
Que o mundo chore e gema Em quanto o Tempo dura! Da nossa noute escura Façamos um poema!
Deixa na roca os linhos Pomba dos meus amores! E aos sabios e aos doutores Os livros e os cadinhos!
E aos tristes, aos ascetas As grutas, os cilicios, E a esponja dos supplicios Aos labios dos poetas!
Nas noutes estrelladas, Amemos solitarios! Deixemos as estradas Que levam aos Calvarios!
Olha! sinto-me exhausto Pomba da minha vida! Eu serei o teu Fausto, Sê minha Margarida!