Portuguese poem
*Hora Mystica*
Do pôr do Sol áquella luz sagrada, Eu perdia-me... ó hora doce e breve! Meu peito junto ao seu collo de neve,-- --N'uma contemplação vaga e elevada!
Nossas almas s'erguiam, como deve Erguer-se uma alma á Luz afortunada; Do mar se ouvia a grande voz chorada; --Palpitavam as pombas no ar leve!
Eu então perguntei-lhe, baixo e brando:-- Em que mundos de luz é que caminhas?... Que torre está tua alma architetando?...
--Ella travando as suas mãos das minhas, Me disse, ingenua, então:--Estou scismando No que dirão, no ar, as andorinhas?!