Versos Portuguese António Joaquim de Castro Feijó Conde D'Arnoso, Bernardo

Portuguese poem

Conde D'Arnoso, Bernardo

by (1859–1917)

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Este nunca buscou, na lucta ingloria,--fama Ou proveito. A Ambição, mesmo a mais alta e pura, Nunca o cegou. Jamais uma ephemera chamma De orgulho vão tremeu na sua nobre figura!

Foi cortesão; mas da Honra e do Dever escravo. Nunca esgar de lisonja o seu lábio manchou; E entre vis defecções, elle só, como um bravo, Luctou, soffreu, mas nunca o Mestre renegou!

Alma de Campeador! Num disfarce mundano, Nunca ninguem sonhou coração mais humano, Mais terno, e ao mesmo tempo, altivo coração!

Ultimo Cavalleiro, á hora em que morria, No Pantheon Real, da lampada que ardia Extinguiu-se de todo o ultimo clarão...