Versos Portuguese António Pereira Nobre Ai de Mim!

Portuguese poem

Ai de Mim!

by (1867–1900)

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Venho, torna-me velho esta lembrança! D'um enterro d'anjinho, nobre e puro: Infancia, era este o nome da criança Que, hoje, dorme entre os bichos, lá no escuro...

Trez anjos, a Chymera, o Amor, a Esperança Acompanharam-n'o ao jazigo obscuro, E recebeu, segundo a velha usança, A chave do caixão o meu Futuro.

Hoje, ambulante e abandonada Ermida, Leva-me o fado, á bruta, aos empurrões, Vá para a frente! Marcha! Á Vida! Á Vida!

Que hei-de fazer, Senhor! o qu'é que espera Um bacharel formado em illuzões Pela Universidade da Chymera?

Boa Nova, 1887.