Versos Portuguese António Pereira Nobre A Meu Irmão Augusto

Portuguese poem

A Meu Irmão Augusto

by (1867–1900)

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Léman azul, que, mudo e morto, jazes. Quanto és feliz! assim podesse eu sel-o! Nem a sombra dos montes, nem seu gêlo, De turvar tuas agoas são capazes.

Minhas cartas inuteis de doutor Eu rasgaria, é certo, com prazer, Se eu podesse um dia vir a ser Dessas ondas, um simples pescador.

Léman azul, nas agoas socegadas, Quantas vidas tu levas confiadas! Pareces ver meu mal, e escarnecel-o!

Só do meu coração, ao alto-mar, Ninguem se quiz ainda sujeitar. Quanto és feliz! assim podesse eu sel-o!

Villeneuve, junho, 1896.

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Also available with a spoken translation into English in the reader.