Versos Portuguese António Pereira Nobre Á Luz de Lua!

Portuguese poem

Á Luz de Lua!

by (1867–1900)

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Iamos sós pela floresta amiga, Onde em perfumes o luar se evola, Olhando os céus, modesta rapariga! Como as crianças ao sair da escola.

Em teus olhos dormentes de fadiga, Meio cerrados como o olhar da rola, Eu ia lendo essa ballada antiga D'uns noivos mortos ao cingir da estola...

A Lua-a-Branca, que é tua avozinha, Cobria com os seus os teus cabellos E dava-te um aspeto de velhinha!

Que linda eras, o luar que o diga! E eu compondo estes versos, tu a lel-os, E ambos scismando na floresta amiga...

Porto, 1884.