Versos Portuguese Augusto Gil I

Portuguese poem

I

by (1873–1929)

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N'uma gaveta, entre papeis dispersos, Encontrei, por acaso, n'outro dia, Os meus primeiros versos Singellos de harmonia. Pobres de rima e cristallinos sons, Mas cheios d'uma doce ingenuidade, Que os torna, na verdade, Sympathicos e bons.

Minha sincera e dedicada amiga. Meu doce amor e minha aspiração, Como tributo de amisade antiga, Deponho na tua mão, Apenas retocadas, Estas simples estrophes desmaiadas, Para que vejas como os desenganos Mataram, dia a dia e hora a hora, As santas illusões dos meus quinze annos Que inutilmente invoco e chamo agora...