Portuguese poem
Ii
by Augusto Gil (1873–1929)
O amor não se commenta, O amor não se discute. Embalde imploro á minh'alma sedenta Que me oiça, que me attenda, que me escute Em vão busco acalmar o louco ardor D'esta paixão lethal que me atormenta. Não se discute o amor, O amor não se commenta.
A uns annos
Se eu fosse rei, Senhora, n'este dia O pagem mais gentil da minha côrte, Como tributo d'amisade, iria A esses pés miniaturaes depôr-te
Um brinde sem rival, d'alta valia; Mas sabes bem que não sou rei. De sorte Que não pode ir, como eu desejaria, O pagem mais gentil da minha côrte
Offerendar-te joias de valia. Em vez do brinde, mando todavia Um ramo de lilazes e cecens.
E pelo pagem loiro, alvinitente, Mando, Senhora minha, unicamente Este soneto a dar-te os parabens.
Struggle for life