Portuguese poem
Ao meu bom anjo
by Auta de Souza (1876–1901)
Minh’alma, casta rôla abandonada, Desfallece sosinha pela estrada Não pode mais voar... Empresta-lhe, anjo bom, as tuas azas: Sinto estalar-me o coração em brazas Cançado de chorar.
Assim voando pelo espaço em fóra E vendo-te a meu lado a toda a hora, Quero — fugindo d’este mundo agreste Unida ao seio teu, Embalada por ti, anjo celeste! — Buscar meu ninho pelo azul do Céo!