Portuguese poem
Ao mar
by Auta de Souza (1876–1901)
Tu dar-me-hias, então, a sepultura Nessas espumas murmurosas, belas... E á noite, se mirando em tuas aguas, Me cobriria o Céo de mil estrellas.
Ao pé de ti, como um soluço brando, Sinto fugir-me, pouco a pouco, a vida... Chorai, vagas, por mim! dobrai finados Bem como os sinos de risonha ermida!
No mausoléo augusto do Oceano De outros dobres minh’alma não precisa; Por supplica mortuaria só deseja O soluço do vento que deslisa...