Portuguese poem
Mater
by Auta de Souza (1876–1901)
Não nos deixes soffrer. Outr’ora , quando afflicta Tu nos vias chorar — os risos de tu’alma! — Soluçavas tambem e a tua mão bemdita Nos enxugando o pranto, o transformava em calma.
Teu seio, ó minha mãe, era a corrente mansa, Sempre serena e doce em seu gemer eterno, Onde boiava, a rir, noss’alma de creança No mimoso batel do coração materno.
Como era bom dormir na curva de teu braço, Sonhando adormecer ouvindo-te cantar... Como era bom dormir, ó mãe, em teu regaço, Dourando-nos o somno a luz de teu olhar!
Angicos — 1896.