Versos Portuguese Auta de Souza No Jardim das Oliveiras

Portuguese poem

No Jardim das Oliveiras

by (1876–1901)

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“Minh’alma é triste até à morte...” Doce, Jesus falou... E o Nazareno santo Chorava, como se a su’alma fosse Um mar imenso de amargura e pranto.

Depois, silencioso, ele afastou-se E foi rezar no mais sombrio canto. Seu grande olhar formoso iluminou-se Fitando o etéreo e estrelejado manto.

“Pai, tem piedade...” E sua vez plangente Tremia, enquanto pelas trevas mudas Baixava manso o triste olhar dolente.

Pobre Jesus! Como n’um sonho via: Em cada sombra a traição de Judas, Em cada estrela os olhos de Maria!

Macaíba - 7 de Abril de 1898.