Portuguese poem
Onde vai a lagrima
by Auta de Souza (1876–1901)
Na terra se chora tanto Que, se Deus guardasse o pranto Que o mundo inteiro derrama.
Dos astros lá do infinito O choro do pobre aflito Podia apagar a chama.
Mas todo o pranto que desce Por nossa face, parece Que Deus o transforma em prece ...
E a prece, cheiroso incenso, Nas asas do vento imenso, Se perde no azul dos céus Buscando o seio de Deus.