Portuguese poem
Xvi
by Camilo Castelo Branco (1825–1890)
Thomaz Ribeiro
Ao cantor de D. Jayme era ousadia Dedicar uns insipidos sonetos, Bem pallidos, mesquinhos esbocetos Dos Ridiculos grandes d'hoje em dia.
A ti que illeso passas n'esta orgia, Modesto, honrado e amado, que amulêtos Te salvam d'estes pantanos infectos Em que chafurda a esqualida anarchia?
Tantas vezes Governo!... E não tens pejo De ser pobre, ó Thomaz ?... Isto que vejo Me inspira o vaticinio que registro:
Dirão de ti as porvindouras eras: «Ministro pobre em Portugal! Chimeras!... «Ou viveu farto, ou nunca foi ministro!»