Portuguese poem
Xxi
by Camilo Castelo Branco (1825–1890)
Messias
Oliveira Martins, por toda a parte, Se augura que será novo Pombal! Vou dar-lhe uns leves toques d'immortal N'um soneto pomposo, primor d'arte!
Prostrada Lusitania, irmã de Marte, Emerge d'este podre tremedal! Levanta-te, caduco Portugal, Que os philtros do Martins vão remoçar-te!
Ouvides estrallar o Terramoto? O sangue dos ladrões, continuo moto, Já faz nas praças charcos e meandros!
Ministro redemptor, não retrogrades! Se Joaquim d'Aguiar foi mata-frades, Sê tu, bravo Martins, mata-malandros.