Portuguese poem
Xvii
by Camilo Castelo Branco (1825–1890)
Remorso
Eu choro quando, ás vezes, me concentro A meditar nas horas malogradas, Noites de inverno, gelidas, passadas Nos Carnavaes rhetoricos do Centro.
Convidam-me a ser socio. Acceito e entro, Deixando solitarias, consternadas, Três Marilias que amei! Estaes vingadas! Remorsos me excruciam cá por dentro.
Dizia-me um dynastico-esquerdista: «Prepara-se você para estadista? «Aspira a ser ministro? A escola é esta.»
Pois, senhores, dez mezes decorridos, Bom politico, em todos os sentidos, Sahi do Centro, mas sahi mais besta.