Portuguese poem
Xviii
by Camilo Castelo Branco (1825–1890)
Te-Deum Laudamus
Vai grande barafunda lá no Empyreo! Acaba de chegar um estafeta, Que diz ser natural d'este planeta, E as noticias que dá causam delirio.
Formou-se logo um luzitano cyrio; E o Marquez de Pombal, lendo a gazeta, Fita em Garrett a celebre luneta E diz: «Veja, collega, este martyrio!
«O nosso Portugal tornou-se um Congo!... «Resam missas Lisboa e mais Vallongo, «Por que um feliz descarrillou sem damno.
«Recebo agora officio do governo, «Pedindo-me agradeça ao Padre Eterno «O favor de salvar o Marianno.»