Portuguese poem
Num álbum
I És uma tentadora: o seu olhar amável Contém perfeitamente um poço de maldade, E o colo que te ondula, o colo inexorável Não sabe o que é paixão, e ignora o que é bondade.
II Quando me julgas preso a eróticas cadeias Radia-te na fronte o céu das alvoradas, E quando choro então é quando garganteias As óperas de Verdi e as árias estimadas.
III Mas eu hei de afinal seguir-te a toda a parte, E um dia quando eu for a sombra dos teus passos, Tantos crimes terás, que eu hei de processar-te, E enfim hás de morrer na forca dos meus braços.