Portuguese poem
Braços
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Braços nervosos, brancas opulencias, Brumaes brancuras, fúlgidas brancuras, Alvuras castas, virginaes alvuras, Lactescencias das raras lactescencias.
As fascinantes, mórbidas dormencias Dos teus abraços de lethaes fléxuras, Produzem sensações de agres torturas, Dos desejos as mórnas florescencias.
Braços nervosos, tentadôras sérpes Que prendem, tetanizam como os hérpes, Dos delyrios na trémula cohórte...
Pompa de carnes tépidas e flóreas, Braços de estranhas correcções marmoreas, Abertos para o Amor e para a Morte!