Portuguese poem
Brancas Aparições
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Brancas Aparições, Visões renanas, Imagens dos Ascetas peregrinos, Hinos nevoentos, neblinosos hinos Das brumosas igrejas luteranas.
Vago mistério das regiões indianas, Sonhos do Azul dos astros cristalinos, Coros de Arcanjos, claros sons divinos Dos Arcanjos, nas tiorbas soberanas.
Tudo ressurge na minh’alma e vaga Num fluido ideal que me arrebata e alaga, No abandono mais lânguido mais lasso...
Quando lá nos sacrários do Cruzeiro A lua rasga o trêmulo nevoeiro, Magoada de vigílias e cansaço...