Portuguese poem
Espírito Imortal
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Espírito imortal que me fecundas Com a chama dos viris entusiasmos, Que transformas em gládios os sarcasmos Para punir as multidões profundas!
Ó alma que transbordas, que me inundas De brilhos, de ecos, de emoções, de pasmos E fazes acordar de atros marasmos Minh'alma, em tédios por charnecas fundas.
Força genial e sacrossanta e augusta, Divino Alerta para o Esquecimento, Voz companheira, carinhosa e justa.
Tens minha Mão, num doce movimento, Sobre essa Mão angélica e robusta, Espírito imortal do Sentimento!