Portuguese poem
Imaginai um misto de alvoradas
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Imaginai um misto de alvoradas Assim com uns vagos longes de falena, Ou mesmo uns quês suaves de açucena C'os magos prantos bons das madrugadas!...
Imaginai mil cousas encantadas... O tímido dulçor da tarde amena, As esquisitas graças de uma Helena, As vaporosas noites estreladas...
Que encontrareis então em Julieta O tipo são, fiel da Georgeta Nos dois brilhantes, primorosos atos!...
E sentireis um fluido magnético Trêmulo, nervoso, mórbido, patético, Bem como a voz dos langues psicattos!...