Portuguese poem
No Campo Santo
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Morreste no campo um dia, Como uma flor desprezada. Clareava a madrugada Azul, vaporosa e fria.
Sobre a agreste serrania, Numa ermida branqueada Por uma manhã doirada Um sino repercutia.
Teu caixão, de camponesas E camponeses seguido, Desceu abaixo às devesas.
Ganhou o atalho comprido De casas em correntezas E entrou num campo florido.