Versos Portuguese Cruz e Sousa O Órgão

Portuguese poem

O Órgão

by (1861–1898)

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Um largo e lento vento dormente Taciturnas lágrimas sonambulas, sinfônicas Um esquecimento amargo Uma sombria clausura de almas Suspirando e gemendo solitárias harmonias Vago luar de esquecimento e prece, Dessa melancolia que anda errando No mar e nas estrelas ondulando, Pela minh'alma etereamente desce.

Na minh'alma, dos Sonhos anoitece O Sentimento que ando transformando Em hóstia de ouro

Sombra e silêncio