Portuguese poem
A D. Pedro II
by Fagundes Varela (1841–1875)
Tu és a estrella mais fulgente e bella Que o sólo aclara da Columbia terra, A urna santa que de um povo inteiro Arcanos fundos no sacrario encerra!
Tu és nos ermos a columna ardente Que os passos guia de uma tribu errante, E ao longo mostras atravez das névoas A plaga santa que sorrí distante!...
Tu és o genio bemfazejo e grato Poupando as vidas no calor das frágoas,
E, á voz das turbas, do rochedo em chammas Desprende um jôrro de bemdictas agoas!
Tu és o nauta que atravez dos mares O lenho immenso do porvir conduz, E ao porto chega socegado e calmo
De um astro santo acompanhando a luz!
Oh! não consintas que teu povo siga Louco, sem rumo, deshonroso trilho! Si és grande, ingente, se dominas tudo, Tambem das terras, do Brazil és filho!
Abre-lhe os olhos, o caminho ensina Aonde a gloria em seu altar sorri, Dize que vive, e viverá tranquillo Dize que morra, morrerá por ti!