Versos Portuguese Fernando Pessoa O ruído vário da rua

Portuguese poem

O ruído vário da rua

by (1888–1935)

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O ruído vário da rua Passa alto por mim que sigo. Vejo: cada coisa é sua. Oiço: cada som é consigo.

Sou como a praia a que invade Um mar que torna a descer. Ah, nisto tudo a verdade É só eu ter que morrer.

Depois de eu cessar, o ruído. Não, não ajusto nada Ao meu conceito perdido Como uma flor na estrada.