Portuguese poem
Peor Velhice
Sou velha e triste. Nunca o alvorecer Dum riso são andou na minha bôca! Gritando que me acudam, em voz rouca, Eu, naufraga da Vida, ando a morrer!
A Vida que ao nascer enfeita e touca D'alvas rosas, a fronte da mulher, Na minha fronte mística de louca Martírios só poisou a emurchecer!
E dizem que sou nova... A mocidade Estará só, então, na nossa idade, Ou está em nós e em nosso peito mora?!...
Tenho a peor velhice, a que é mais triste, Aquela onde nem sequer existe Lembrança de ter sido nova... outróra...
*A um livro*