Portuguese poem
Pobre de Cristo
Ó minha terra na planície rasa, Branca de sol e cal e de luar, Minha Terra que nunca viste o mar, Onde tenho o meu pão e a minha casa,
Minha terra de tardes sem uma asa, Sem um bater de fôlha... a dormitar... Meu anel de rubis a flamejar, Minha terra moirisca a arder em brasa!
Minha terra aonde meu irmão nasceu, Aonde a mãe que eu tive e que morreu Foi moça e loira, amou e foi amada!
Truz... Truz... Truz...—Eu não tenho aonde me acoite, Sou um pobre de longe, é quási noite, Terra, quero dormir, dá-me pousada!...