Portuguese poem
Passeio Ao Campo
Meu amor! Meu Amante! Meu amigo! Colhe a hora que passa, hora divina, Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo! Sinto-me alegre e forte! Sou menina!
Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina... Pele Doirada de alabastro antigo... Frágeis mãos de madona florentina... —Vamos correr e rir por entre o trigo!—
Há rendas de gramíneas pelos montes... Papoilas rubras nos trigais maduros... Água azulada a cintilar nas fontes...
E à volta, Amor... tornemos, nas Alfombras Dos caminhos selvagens e escuros, Num astro só as nossas duas sombras!...