Portuguese poem
Página 175, linha 11
O arabesco fantástico do fumo Do meu cigarro traça o que disseste, A azul, no ar, e o que me escreveste, E tudo o que sonhaste e eu presumo.
Para a minha alma estática e sem rumo, A lembrança de tudo o que me deste Passa como o navio que perdeste, No arabesco fantástico do fumo...
Lá vão! Lá vão! Sem velas e sem mastros, Têm o brilho rutilante de astros, Navios-fantasmas, perdem-se a distância!
Vão-me buscar, sem mastros e sem velas, Noiva-menina, as doidas caravelas, Ao ignoto País da minha infância...