Portuguese poem
Saudades
Saudades! Sim... talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte Que bem pensára vê-lo até á morte Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão! Que tudo isso, Amôr, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte Deve-nos ser sagrado como o pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem déra que fosse sempre assim: Quanto menos quizesse recordar Mais a saudade andasse presa a mim!