Portuguese poem
Rústica
Ser a moça mais linda do povoado, Pisar, sempre contente, o mesmo trilho, Ver descer sôbre o ninho aconchegado A bênção do Senhor em cada filho.
Um vestido de chita bem lavado, Cheirando a alfazema e a tomilho... Com o luar matar a sêde ao gado, Dar às pombas o sol num grão de milho...
Ser pura como a água da cisterna, Ter confiança numa vida eterna Quando descer à «terra da verdade»...
Meu Deus, dai-me esta calma, esta pobreza! Dou por elas meu trono de Princesa, E todos os meus Reinos de Ansiedade.