Portuguese poem
Rústica
Eu q'ria ser camponesa; Ir esperar-te à tardinha Quando é doce a Natureza No silêncio da devesa, E só voltar à noitinha...
Levar o cântaro à fonte Deixá-lo devagarinho, E correndo pela ponte Que fica detrás do monte Ir encontrar-te sozinho...
E depois quando o luar Andasse pelas estradas, D'olhos cheios do teu olhar Eu voltaria a sonhar, P'los caminhos de mãos dadas.
E depois se toda a gente Perguntasse: "Que encarnada, Rapariga! Estás doente?" Eu diria: "É do poente, Que assim me fez encarnada!"
E fitando ao longe a ponte, Com meu olhar cheio do teu, Diria a sorrir pro monte: "O cant'ro ficou na fonte Mas os beijos trouxe-os eu...