Portuguese poem
Ruinas
Se é sempre outono o rir das primavéras, Castelos, um a um, deixa-os cair... Que a vida é um constante derruir De palácios do Reino das Quiméras!
E deixa sobre as ruinas crescer heras, Deixa-as beijar as pedras e florir! Que a vida é um continuo destruir De palácios do Reino das Quiméras!
Deixa tombar meus rútilos castelos! Tenho ainda mais sonhos para ergue-los Mais alto do que as águias pelo ar!
Sonhos que tombam! Derrocada louca! São como os beijos duma linda bôca! Sonhos!... Deixa-os tombar... deixa-os tombar...