Portuguese poem
Sem Remédio
Aqueles que me teem muito amôr Não sabem o que sinto e o que sou... Não sabem que passou, um dia, a Dôr, Á minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto êste pavôr, Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu Nosso Senhor! Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos da Dôr, essa cadência Que é já tortura infinda, que é demência! Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágua, o mesmo tédio, A mesma angústia funda, sem remédio, Andando atraz de mim, sem me largar!...
*Mais triste*